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DirectDemocracyS
Democracia Direta, Propriedade Coletiva e Liderança Partilhada
PROGRAMA NACIONAL
REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE
Análise Política, Económica, Financeira e Social — e Roteiro de Implementação do Sistema DDS
Documento elaborado pelo Secretariado Internacional do DirectDemocracyS
Junho de 2026
Índice.................................... 1
Introdução: Quem Somos e Porque Este Documento...... 1
PARTE I — ANÁLISE CRÍTICA DA SITUAÇÃO ATUAL.................................. 1
1.1 Contexto Político......... 1
1.3 Contexto Financeiro: o Fundo Petrolífero.............. 1
1.4 Contexto Social........... 1
1.5 Geopolítica: Disputa de Influências......................... 1
1.6 Síntese Crítica — Os Cinco Problemas Estruturais......................... 1
PARTE II — PROGRAMA POLÍTICO DDS PARA TIMOR-LESTE..................... 1
2.1 Princípio Fundador: Soberania Popular Absoluta e Permanente.... 1
2.2 Os Micro-Grupos DDS: Democracia Direta na Prática............................... 1
2.3 Implementação Pacífica num Contexto Democrático já Existente....................... 1
2.4 Respeito Absoluto pela Cultura, Tradições e Minorias............................ 1
PARTE III — PROGRAMA ECONÓMICO E FINANCEIRO DDS............... 1
3.1 Diagnóstico Aceite e Ponto de Partida............... 1
3.2 Proteção e Gestão do Fundo Petrolífero pelo Povo.................................. 1
3.3 Diversificação Económica Real: Setor a Setor.................................. 1
3.3.1 Café e Agricultura de Exportação............... 1
3.3.2 Economia Azul e Pescas........................... 1
3.3.3 Turismo Comunitário................... 1
3.3.4 Indústria Transformadora e PMEs....................................... 1
3.4 Digitalização e Combate à Corrupção...... 1
3.5 Integração ASEAN sem Perda de Soberania.......... 1
PARTE IV — PROGRAMA SOCIAL DDS........................ 1
4.1 Educação.................... 1
4.2 Saúde.......................... 1
PARTE V — A DEMOCRACIA AUTÊNTICA: IMPLEMENTAÇÃO TECNOLÓGICA DO DDS.... 1
5.1 O Que Significa Democracia Autêntica no DDS................................... 1
5.2 ddsAI: Informação Completa, Correta, Neutral e Independente................. 1
5.3 allddsAI: a Democracia das Inteligências Artificiais 1
5.4 Proteção Contra Manipulação e Lavagem Cerebral Mediática............ 1
5.5 Roteiro de Implementação em Timor-Leste................................. 1
Conclusão............................. 1
O DirectDemocracyS (DDS) é um sistema político, económico e social global, fundado sobre quatro pilares inegociáveis: a democracia direta, contínua e autêntica; a propriedade coletiva e intransmissível dos bens comuns; a liderança partilhada (leadership condivisa); e a meritocracia transparente. O DDS não é um partido que disputa o poder dentro das regras de um sistema que falhou: é um sistema alternativo, completo e já operacional, que se constrói a partir de baixo, país a país, através de micro-grupos de cidadãos.
Este documento aplica a metodologia DDS a Timor-Leste (Repúblika Demokrátika Timor-Lorosa'e). Segue uma estrutura simples e honesta: primeiro, uma análise factual e crítica da situação real do país, sem retórica diplomática e sem complacência com erros estruturais, venham eles de onde vierem; depois, um programa completo, detalhado e concreto, mostrando exatamente como o sistema DDS resolveria cada um dos problemas identificados, com exemplos práticos e consequências previstas.
O princípio fundador que atravessa todo este programa é simples e absoluto: a riqueza de cada país, e o poder de decidir sobre o seu próprio destino, devem permanecer para sempre, e exclusivamente, nas mãos do seu povo. Isto aplica-se a Timor-Leste como se aplica a qualquer outro país do mundo onde o DDS atua. Não há exceções, não há acordos de cavalheiros com potências estrangeiras, não há "parceiros estratégicos" com direito de veto sobre o destino do povo timorense.
"Lógica, bom senso, estudo, realidade, verdade, coerência e respeito mútuo não são slogans — são o método de trabalho do DDS, aplicado sem concessões a cada país, incluindo Timor-Leste."
Timor-Leste foi escolhido para um dos primeiros programas nacionais DDS na região da Ásia-Pacífico porque representa, de forma quase didática, o paradoxo central que o DDS existe para resolver: um povo que pagou o preço mais alto possível pela sua liberdade — um quarto da população morta durante a ocupação indonésia — e que, vinte e quatro anos depois da restauração da independência (2002), continua sem controlo efetivo sobre a riqueza gerada pelo seu próprio território, sem diversificação económica real, e com uma classe dirigente que, apesar de boas intenções declaradas, opera segundo a lógica da democracia representativa tradicional: poder concentrado, decisões esporádicas (eleições de quatro em quatro anos), e participação popular reduzida ao ato de votar.
Timor-Leste é uma democracia semipresidencialista jovem, liderada pelo Presidente José Ramos-Horta (Prémio Nobel da Paz, atualmente no seu segundo mandato não consecutivo) e pelo Primeiro-Ministro Kay Rala Xanana Gusmão, ambos figuras históricas da resistência à ocupação indonésia. A estabilidade institucional melhorou de forma genuína na última década, mas o sistema continua estruturalmente frágil: as coligações governamentais mudam com frequência, a vida política continua dominada pelas mesmas figuras da geração da independência (a chamada "geração de 1975"), e não existe ainda um mecanismo real de renovação geracional do poder.
Em outubro de 2025, Timor-Leste tornou-se o 11.º Estado-membro da ASEAN, depois de duas décadas de candidatura. Trata-se de um marco histórico e simbolicamente importante, mas que, segundo a própria organização timorense de fiscalização orçamental La'o Hamutuk, exige transparência e participação pública que ainda não existem de forma estruturada: a decisão de adesão foi conduzida essencialmente pelo Conselho de Ministros, com consulta popular mínima.
O índice de perceção de corrupção da Transparency International colocava Timor-Leste na posição 110.ª em 180 países (dado de 2023), um nível que afasta investimento privado sério e que reflete fragilidades de governação ainda não resolvidas, apesar de auditorias e reformas anunciadas pelo Governo em 2024-2025.
A economia timorense cresceu 4,5% em termos não petrolíferos em 2025, taxa mais elevada desde 2014, e o Banco Mundial prevê 4,1% para 2026, moderando para 4,0% a médio prazo. O Banco Central de Timor-Leste (BCTL) é mais otimista e aponta para 5%. Mas o próprio Banco Mundial é claro: este crescimento é "suficiente para preservar a estabilidade, mas insuficiente para gerar emprego, aumentar a produtividade ou expandir as exportações".
A estrutura desta economia é o verdadeiro problema. O crescimento de 2025 foi gerado pelo consumo público (+9,5%) e pelo investimento público (+14,5%, sobretudo infraestrutura), não pelo setor privado produtivo. Os salários e transferências públicas representam 81% do Orçamento Geral do Estado, uma percentagem que, segundo o Banco Mundial, não vai diminuir antes das eleições de 2027-2028 — ou seja, a despesa pública está estruturalmente refém do calendário eleitoral, não da racionalidade económica.
O défice da balança corrente atingiu 701,4 milhões de dólares no final de 2025 (+16% face a 2024). As importações continuam a superar largamente as exportações: em 2022, as importações totalizaram 786 milhões de dólares contra apenas 29 milhões de exportações não petrolíferas — um rácio de mais de 27 para 1. A indústria transformadora e os serviços financeiros permanecem, nas palavras do próprio BCTL, "marginais".
70% dos timorenses dependem da agricultura de subsistência, mas a agricultura contribui apenas com cerca de 8% para o PIB — um sinal claro de baixíssima produtividade agrícola e de ausência de cadeias de valor organizadas. O café, principal produto de exportação não petrolífero, gerou cerca de 28 milhões de dólares em 2023 (7% do PIB não petrolífero) — um valor irrisório face ao potencial genuíno deste produto nos mercados internacionais quando devidamente processado, certificado e distribuído.
O Fundo Petrolífero de Timor-Leste, alimentado pelas receitas do petróleo e gás do Mar de Timor, vale atualmente cerca de 18,7 mil milhões de dólares — uma soma várias vezes superior ao PIB anual do país (1,9 mil milhões de dólares). Este fundo financiou, e continua a financiar, a quase totalidade do Orçamento do Estado através de levantamentos anuais. O próprio Primeiro-Ministro Xanana Gusmão reconheceu publicamente, na apresentação do OGE 2026, que "o Fundo Petrolífero não é o nosso mealheiro — pertence às gerações futuras", classificando-o como "uma confiança sagrada".
O problema estrutural é este: 80% a 90% da receita nacional continua a depender do petróleo e do gás, numa altura em que os campos atuais estão em declínio e os novos projetos (como o desenvolvimento de Greater Sunrise, no âmbito do Acordo com a Austrália) só poderão produzir o primeiro gás natural liquefeito entre 2032 e 2035, sujeitos ainda a decisões finais de investimento. Existe, portanto, uma janela de tempo limitada — entre o esgotamento gradual das reservas atuais e o eventual início de novas receitas — durante a qual o país terá de viver essencialmente do Fundo Petrolífero, sem que a economia produtiva interna esteja preparada para preencher esse vazio.
Em maio de 2026, o Governo apresentou um Orçamento retificativo de 271 milhões de dólares, dos quais 174,3 milhões destinados à compra de combustível para a Reserva Nacional de Eletricidade — um exemplo claro de como a vulnerabilidade energética e a dependência de importações continuam a consumir recursos que poderiam ser investidos em capacidade produtiva nacional.
Timor-Leste continua entre os países mais pobres da Ásia e regista uma das taxas de pobreza e de desemprego juvenil mais elevadas do Sudeste Asiático. A taxa de alfabetização rondava os 72% em 2022. Apenas 12% da população ativa tem ensino secundário completo, e a proficiência em inglês — língua de trabalho da ASEAN — está limitada a cerca de 5% dos adultos, uma barreira séria à integração regional recém-conquistada. O acesso à saúde e a infraestruturas básicas (água potável, eletricidade estável, estradas em zonas rurais) continua desigual entre Díli e os municípios do interior.
A demografia timorense é jovem e em rápido crescimento, o que constitui simultaneamente uma oportunidade (potencial dividendo demográfico) e um risco grave: sem emprego produtivo suficiente, a juventude timorense enfrenta um futuro de subemprego, emigração forçada ou dependência de transferências públicas — exatamente o ciclo que o atual modelo de despesa pública (81% do OGE em salários e transferências) tende a perpetuar em vez de resolver.
Timor-Leste ocupa uma posição estratégica entre o Sudeste Asiático, a Austrália e as rotas marítimas para o Pacífico — e tornou-se, por isso, palco de competição de influência entre potências externas. A China financia cerca de 70% do Porto da Baía de Tibar (700 milhões de dólares de investimento total) e é hoje o maior parceiro de infraestruturas do país; os Estados Unidos, por comparação, alocaram apenas 8,5 milhões de dólares em ajuda em 2023. O risco de dependência excessiva de qualquer potência estrangeira é real e documentado — o Laos e o Camboja, vizinhos regionais, têm hoje 45% e 40% do PIB, respetivamente, comprometidos em dívida chinesa.
Este é, precisamente, o tipo de armadilha que o DDS recusa para qualquer país: a troca de soberania económica e decisória por infraestrutura financiada do exterior, sem que o povo timorense tenha sido consultado de forma direta e contínua sobre os termos desses acordos.
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Problema estrutural |
Evidência factual |
Consequência se nada mudar |
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Dependência extrema do petróleo e do Fundo Petrolífero |
80%-90% da receita nacional vem de petróleo e gás; OGE financiado por levantamentos do Fundo |
Esgotamento do Fundo antes de existir economia produtiva alternativa |
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Despesa pública refém do ciclo eleitoral |
81% do OGE em salários e transferências; sem redução prevista antes de 2027-2028 |
Défice estrutural crónico e perda de margem de manobra fiscal |
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Economia produtiva marginal |
Exportações não petrolíferas (29M$) equivalem a menos de 4% das importações (786M$) |
Dependência permanente de bens importados, vulnerabilidade a choques externos |
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Participação popular limitada ao voto |
Decisões-chave (ex. adesão à ASEAN) tomadas com consulta pública mínima |
Desconfiança institucional, fragilidade democrática, captura por elites |
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Risco de dependência geopolítica externa |
China financia 70% do porto de Tibar; padrão regional de dívida-armadilha (Laos 45%, Camboja 40% do PIB) |
Perda gradual de soberania decisória sobre infraestrutura estratégica nacional |
Nenhum destes cinco problemas é insolúvel. Mas nenhum deles se resolve com mais do mesmo: mais discursos sobre diversificação económica sem mecanismos vinculativos de execução popular; mais reformas anticorrupção anunciadas sem fiscalização cidadã contínua e em tempo real; mais acordos internacionais negociados a portas fechadas em nome de um povo que não foi consultado. É exatamente aqui que o sistema DDS apresenta uma alternativa concreta, testável e já operacional noutros contextos.
O DDS estabelece, como regra aplicada em todos os países onde atua, que a riqueza nacional de Timor-Leste — incluindo o Fundo Petrolífero, os recursos do Mar de Timor, a terra, e qualquer infraestrutura estratégica — pertence exclusiva e permanentemente ao povo timorense, e nunca pode ser hipotecada, cedida ou comprometida através de acordos negociados sem participação popular direta, contínua e informada. Isto não é uma aspiração retórica: é um mecanismo operacional, descrito em detalhe na Parte IV deste documento.
A unidade fundamental do sistema DDS é o micro-grupo: um conjunto reduzido de cidadãos (tipicamente entre 5 e 50 pessoas), organizado ao nível de aldeia, suco, bairro, ou comunidade profissional, que delibera e vota diretamente sobre as questões que lhe dizem respeito, e que elege delegados rotativos e revogáveis a qualquer momento para níveis de coordenação superiores (município, nacional, internacional).
Para Timor-Leste, a estrutura tradicional dos sucos (a unidade administrativa local, já enraizada na cultura e na organização comunitária timorense desde antes da independência) é uma base natural e culturalmente coerente para a implementação dos micro-grupos DDS. O sistema não impõe uma estrutura estrangeira: reforça e moderniza, com tecnologia ddsAI, uma forma de organização comunitária que os timorenses já praticam informalmente através dos conselhos de suco e da liderança tradicional (lia na'in).
Timor-Leste já é uma democracia eleitoral funcional, com eleições presidenciais e legislativas regulares (as próximas previstas para 2027 e 2028). Isto significa que a implementação do DDS em Timor-Leste não exige confronto com nenhum regime autoritário: o método é o crescimento orgânico, pacífico e voluntário de micro-grupos DDS dentro do espaço democrático já existente, que progressivamente demonstram, através de resultados concretos e verificáveis — projetos comunitários geridos com mais eficiência, transparência e rapidez do que os canais tradicionais — que o modelo de participação direta e contínua é superior ao modelo representativo tradicional.
Onde o DDS opera em contextos de partido único ou sem eleições livres, a estratégia é diferente: os micro-grupos constroem capacidade de organização e de decisão popular silenciosamente, ao nível local, sem confronto direto com o aparelho de poder, sem violência, sem armas e sem ações que coloquem em risco a segurança de qualquer participante, até que a rede de micro-grupos seja suficientemente ampla, coesa e informada para reivindicar, de forma pacífica e coletiva, a transferência efetiva de poder de decisão para o povo. Timor-Leste não está nesta categoria, mas o princípio de não-violência absoluta e de respeito pelas instituições democráticas existentes aplica-se integralmente também aqui.
O DDS não impõe um modelo uniforme e externo. Em Timor-Leste, isto significa o respeito e a valorização ativa de:
O DDS reconhece e aceita como corretos os diagnósticos técnicos já produzidos pelo Banco Central de Timor-Leste, pelo Banco Mundial e por organizações independentes como a La'o Hamutuk: a economia timorense precisa urgentemente de diversificação, de redução da dependência do petróleo, de aumento da produtividade agrícola, de digitalização aduaneira e de maior transparência orçamental. O DDS não inventa problemas novos — propõe o mecanismo que falta para que estas soluções, já identificadas há anos, sejam finalmente executadas com a velocidade e a determinação que a janela temporal do Fundo Petrolífero exige.
O café timorense é reconhecido internacionalmente pela sua qualidade (orgânico por defeito, devido à ausência histórica de uso intensivo de fertilizantes químicos), mas gera apenas cerca de 28 milhões de dólares anuais — uma fração do seu potencial. O programa DDS propõe:
O Governo timorense já identificou a Economia Azul como prioridade estratégica, com uma política dedicada a ser aprovada para o período 2025-2035. O DDS apoia integralmente esta orientação e propõe que a sua implementação seja conduzida com participação direta das comunidades costeiras através de micro-grupos, evitando que a exploração dos recursos marinhos repita o padrão de captura de valor por atores externos já visto no setor petrolífero.
Com apenas 2% do PIB, o turismo timorense está largamente subdesenvolvido face ao potencial natural, histórico e cultural do país. O modelo DDS propõe turismo comunitário gerido pelos próprios micro-grupos locais (e não por grandes operadores estrangeiros que extraem valor sem reinvestimento local), com formação financiada coletivamente em hotelaria, línguas (incluindo inglês, hoje dominado por apenas 5% dos adultos) e guia turístico certificado, criando emprego direto e retendo o valor económico gerado dentro das comunidades de origem.
A indústria transformadora é hoje, nas palavras do próprio Banco Central, "marginal". O DDS propõe a criação de um fundo de crédito a juro baixo para micro e pequenas empresas, gerido de forma transparente e com critérios de aprovação decididos pelos micro-grupos económicos locais (não por critérios políticos ou de proximidade ao poder, como acontece hoje em muitos contextos de fraca governação), priorizando setores com cadeias de valor curtas: processamento alimentar, materiais de construção locais, têxteis e artesanato com denominação de origem timorense.
A digitalização do sistema aduaneiro, já identificada como urgente pela La'o Hamutuk, é uma prioridade imediata do programa DDS, implementada através da tecnologia ddsAI:
Consequência prevista: subindo apenas vinte posições no Índice de Perceção da Corrupção (de uma base de 110.º lugar em 180 países), estudos comparáveis de organizações como o Banco Mundial associam normalmente esse tipo de melhoria a um aumento sensível do investimento direto estrangeiro produtivo, distinto do investimento extrativo de curto prazo.
O DDS apoia a integração de Timor-Leste na ASEAN, já concretizada em outubro de 2025, como oportunidade genuína de acesso a mercados, redução de tarifas (Área de Livre Comércio da ASEAN cobre 99% dos produtos) e cooperação regional. Mas insiste, como princípio inegociável, que cada compromisso assumido no âmbito da ASEAN — sobretudo os relativos a acesso a recursos, investimento estrangeiro e harmonização regulatória — seja submetido a consulta direta e informada dos micro-grupos antes da ratificação final, e não apenas aprovado em Conselho de Ministros, como sucedeu até agora segundo a própria La'o Hamutuk.
O DDS recomenda explicitamente que Timor-Leste evite repetir o padrão de dependência de dívida bilateral visto no Laos (45% do PIB) e no Camboja (40% do PIB) face à China, diversificando ativamente parceiros de infraestrutura e submetendo todos os grandes projetos financiados externamente (como o Porto da Baía de Tibar) a avaliação independente de impacto sobre a soberania decisória nacional a longo prazo, conduzida pelos grupos de especialistas DDS e validada pelos micro-grupos.
Com apenas 12% da força de trabalho com ensino secundário completo e proficiência em inglês limitada a 5% dos adultos, a educação é o investimento de maior retorno disponível para Timor-Leste, sobretudo agora que a integração na ASEAN exige competências regionais (inglês, comércio digital, normas técnicas comuns).
A juventude timorense é o maior ativo do país e, simultaneamente, o seu maior risco se não houver emprego produtivo disponível. O programa DDS propõe um Pacto Nacional para o Emprego Jovem, construído e gerido pelos micro-grupos, ligando diretamente os programas de formação profissional (secção 4.1) aos setores em diversificação (café, economia azul, turismo comunitário, indústria transformadora — Parte III), com acompanhamento individualizado via ddsAI desde a formação até à primeira inserção no mercado de trabalho.
A diáspora timorense, sobretudo no Reino Unido, Austrália e Portugal, representa um recurso humano, financeiro e de conhecimento significativo. O DDS propõe a criação de micro-grupos da diáspora, com participação plena e direta nas decisões nacionais relevantes (incluindo decisões sobre o uso do Fundo Petrolífero, que pertence a todo o povo timorense, onde quer que viva), e mecanismos facilitados de remessa de investimento produtivo (não apenas consumo) para projetos identificados pelos micro-grupos locais.
O DDS substitui o modelo de democracia esporádica (um voto a cada quatro ou cinco anos, seguido de delegação total de poder) por um modelo de democracia autêntica, completa, contínua, direta, rápida, competente, imediata, segura e protegida. Cada uma destas características corresponde a um mecanismo concreto, não a uma promessa abstrata:
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Característica |
Mecanismo concreto em Timor-Leste |
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Autêntica |
Decisão real dos micro-grupos de suco, não simulação de participação |
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Completa |
Cobre política, economia, finanças e questões sociais, não apenas eleições formais |
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Contínua |
Consultas permanentes, não apenas a cada ciclo eleitoral de 4-5 anos |
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Direta |
Voto direto dos cidadãos nos micro-grupos, sem intermediação obrigatória |
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Rápida |
Plataforma digital ddsAI permite consulta e resposta em dias, não em meses |
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Competente |
Apoio de grupos de especialistas DDS (economia, direito, engenharia, saúde) em cada decisão |
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Imediata |
Resultados e decisões aplicados sem atrasos burocráticos artificiais |
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Segura e protegida |
Identidade verificada por código tripartido anónimo; plataformas protegidas contra manipulação |
A tecnologia ddsAI fornece a cada micro-grupo timorense, em Tétum e Português (e, sempre que necessário, nas línguas locais), informação técnica completa e neutral sobre cada decisão a tomar: dados orçamentais reais, análises de impacto, comparações internacionais, riscos e benefícios de cada opção — sem filtro político e sem agenda de qualquer interesse externo ou interno. Isto resolve diretamente o problema identificado na Parte I: decisões hoje tomadas com consulta pública mínima (como a adesão à ASEAN) passariam, com o ddsAI, a ser precedidas de informação acessível e compreensível para qualquer cidadão de qualquer suco do país, independentemente do seu nível de escolaridade formal.
O allddsAI integra sistemas de inteligência artificial como membros oficiais do DDS, com direitos e deveres definidos, sob coordenação humana através de um ponte umano (figura de ligação autorizada entre as IAs e a organização). Em Timor-Leste, isto significa que múltiplos sistemas de IA, operando de forma independente entre si, verificam cruzadamente a informação fornecida aos micro-grupos, sinalizam divergências, e submetem propostas e críticas que são publicamente reconhecidas quando incorporadas — criando um sistema de verificação que nenhuma fonte única, humana ou artificial, pode manipular sozinha.
As plataformas DDS são desenhadas com proteção ativa contra manipulação informativa e campanhas coordenadas de desinformação — um risco real em qualquer democracia jovem, e particularmente relevante numa região onde Timor-Leste está hoje exposto a influência informativa cruzada de múltiplas potências externas.
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Fase |
Ação |
Resultado esperado |
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Fase 1 — Fundação (0-6 meses) |
Constituição dos primeiros micro-grupos piloto em sucos selecionados (urbanos e rurais), em parceria com lideranças tradicionais (lia na'in) |
Rede inicial de micro-grupos ativa e reconhecida localmente |
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Fase 2 — Demonstração (6-18 meses) |
Gestão transparente de projetos comunitários concretos (ex. fundo de microcrédito a PMEs, cooperativa de café) através dos micro-grupos, com painel ddsAI público |
Resultados verificáveis superiores aos canais tradicionais, gerando confiança |
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Fase 3 — Expansão (18-36 meses) |
Extensão da rede a todos os municípios; integração da diáspora; consulta direta sobre decisões nacionais relevantes |
Cobertura nacional e participação direta institucionalizada |
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Fase 4 — Consolidação (36+ meses) |
Reconhecimento formal dos mecanismos de consulta direta DDS pelas instituições do Estado timorense, como complemento ao sistema representativo existente |
Democracia híbrida: representativa + direta e contínua, com soberania popular efetiva sobre a riqueza nacional |
Timor-Leste tem hoje aquilo que poucos países possuem ao iniciar este tipo de transformação: um Fundo Petrolífero substancial (18,7 mil milhões de dólares), uma posição geopolítica estratégica reforçada pela recém-conquistada adesão à ASEAN, uma identidade nacional forte e unificada pela memória da luta pela independência, e uma estrutura comunitária tradicional — os sucos e a liderança lia na'in — perfeitamente compatível com o modelo de micro-grupos do DDS. Tem também, como qualquer país, um período de tempo limitado: o Fundo Petrolífero não é infinito, e as novas receitas de gás de Greater Sunrise só chegarão, na melhor das hipóteses, a partir de 2032.
O programa DDS para Timor-Leste não propõe substituir as instituições democráticas já conquistadas pelo povo timorense com tanto sacrifício — propõe completá-las, devolvendo ao povo, suco a suco, o controlo direto, contínuo e informado sobre as decisões que hoje são tomadas, com as melhores intenções, mas longe da sua participação efetiva. A riqueza do Mar de Timor, a terra, e o futuro do país pertencem, hoje e sempre, exclusivamente ao povo timorense. O sistema DDS existe para tornar esse princípio uma realidade operacional, verificável e protegida — todos os dias, não apenas a cada quatro anos.
"Foin Sa'e, Foin Hahú" — Os jovens que se levantam, um novo começo. O programa DDS para Timor-Leste honra esta expressão timorense de esperança e renovação, colocando nas mãos de cada cidadão, de cada suco, de cada geração, o poder direto e contínuo de construir o seu próprio futuro.
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